Prevenção Odontológica

O termo “prevenção odontológica” é mais amplo do que muitas pessoas o imaginam.

Partindo do princípio de que TUDO em nosso organismo está inter relacionado, de que várias estruturas nobres e também fundamentais para nossa vida estão localizadas na região de cabeça e pescoço, de que uma doença agride não somente o local, como os tecidos e órgãos visinhos e ainda, de outras regiões distantes de onde o problema foi originado, fica mais fácil de entender que, praticando prevenção odontológica está se cuidando mais do que de dentes.

A Prevenção é importante para prevenir novos problemas e também para aumentar a vida útil de todos os trabalhos na boca, que polidos e adaptados, demorarão mais para serem substituídos.

Levando-se em consideração que em uma troca de restauração também se gasta dente pela ação da broca, uma pequena restauração trocada a cada 2 anos será praticamente uma coroa protética em 15 anos. Este caso se considerar-mos que não houve perda do dente, pois os dentes perdidos que não são substituído por prótese, perdem seu espaço para outros dentes que se entortam, causando, nestes casos, problemas ainda maiores.

Além da importância da manutenção dos serviços, da limpeza dos dentes, da aplicação de flúor (componente que dá resistência ao dente) e do tratamento de probleminhas quando os mesmos ainda estão em seu início.

A pessoa que pratica prevenção também se previne do câncer bucal que, assim como o de mama, deve ser verificado periodicamente.

Os problemas dentários são importantes sim, mas não somente eles devem ser identificados, tratados e controlados.

Os dois principais problemas que acometem nossos dentes são:

A cárie, que se desenvolve a partir da permanência da placa bacteriana na superfície de nossos dentes. A placa é aquela “massinha” que percebemos nossos dentes mais espessos quando acordamos.

Quando não removida de alguns locais, geralmente entre os dentes devido o não uso de fio dental, ou nas ranhuras onde ocorre a trituração dos alimentos, neste caso, devido a uma escovação inadequada.

Onde não se remove a placa, as bactérias metabolizam o alimento que comemos e produzem um ácido que desmineraliza nossos dentes.

Inicialmente somente se vê um leve risco preto, é por onde a placa começa a penetrar em nossos dente, para, depois que tiver passado pelo esmalte (mais duro), desenvolve-se bastante no interior do dente, na dentina, que é menos resistente.

É comum que esta cárie cresça sem que a pessoa perceba e, chegando perto da Polpa do nosso dente (conhecida por nervo) passa a haver risco de envolvimento do canal do dente. Neste estágio as bactérias já estão dentro do nosso corpo e todo o nosso mecanismo de defesa passa a estar alterado. Dependerá do portador problema o adequado tratamento, ou o caso poderá evoluir para infecções mais sérias no interior dos condutos da raiz do dente, no osso e demais estruturas de suporte do dente, podendo causar até a perda do elemento.

Todo este processo é lento e normalmente debilita o organismo, aumentando as possibilidades também de outras doenças.

O tártaro (cálculo salivar), que também se desenvolve a partir da placa bacteriana que permanece nas paredes do dente. Porém ao invés desta placa produzir um ácido capaz de gerar a cárie, ela se mineraliza pela ação dos minerais que estão presentes em nossa saliva.

O tártaro é uma crosta dura e firmemente aderida à parede de nossos dentes, cuja tendência a formação aumenta de acordo com a genética de alguns indivíduos e também de acordo com que a nossa idade aumenta. Deste modo, quando mais velhos ficamos, maior a tendência ao tártaro.

Quando não removido, através de raspagens, o tártaro se forma cada vez mais internamente à gengiva, aumentando a infecção gerada, causando sangramento, amolecimento do dente e outros que podem também levar a perda do dente.

Vale aqui também ressaltar que, o risco de infecções e o abalo no nossos sistema imunológico (que defende nosso corpo) é, neste caso, muito maior do que os problemas gerados pela cárie.

Alguns dos muitos outros problemas que podem ser combatidos com a prevenção odontológica são citados a seguir:

Hoje, no mínimo 7% dos tumores malignos no mundo estão localizados na boca. No Brasil esta taxa é de 10%, sendo que 50% destes pacientes morrem e outra boa parte fica com sequelas terríveis.

A dificuldade de tratamento se dá quando o diagnóstico é tardio. Exemplo: um tumor de lábio com 1 cm tem 95% de chance de ser curado, porém se tiver 2 cm, esta chance baixa para 50%.

Além do câncer, o edema de glote (fechamento da garganta por infecção no primeiro molar inferior) e a endocardite bacteriana (alojamento de bactérias no coração vindo de uma infecção bucal via corrente sanguínea) também podem matar.

Outros problemas como as disfunções articulares, originadas muitas vezes pela perda dos dentes, hábitos nocivos e dentes tortos, desencadeiam dores de cabeça, ouvido, face e até de pescoço e ombro, o que muito incomoda ao longo de toda a vida das pessoas.

Prevenir é melhor do que remediar não se trata de um “jargão batido”, se trata sim de uma realidade e uma necessidade de todos nós e principalmente de nossa família. Afinal desejamos à nossos filhos toda a saúde que pudermos oferecer.

A Odontobase faz mais o que incentivar, fiscalizar e pagar pelo tratamento de seus associados. A Odontobase incentiva a prevenção. Nós queremos que você, nosso associado, faça quantas consultas forem necessárias, e que as faça… periodicamente. Nosso sucesso está em conquistar saúde permanente para todos os nossos associados, afinal, o que é bom para todos, tem mais chances de se consolidar e perpetuar.

 

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